Loading...

Profissões da área ambiental

Fontes: Brasil Profissões / Guia do Estudante /
Acessado: Secretaria do Meio Ambiente – Bahia (www.meioambiente.ba.gov.br

 BIOTECNOLOGIA

O que é ser um biotecnólogo?
O graduado na área de biotecnologia é um profissional multidisciplinar. Ele entende tanto de biologia quanto de química, física, estatística e informática. Na área da microbiologia, estuda fungos, bactérias, vírus e protozoários e as moléstias que eles causam em plantas e no organismo do homem e de animais. Pesquisa métodos de utilização desses microrganismos na produção de alimentos e bebidas, como laticínios, cerveja e vinho. O especialista em imunologia emprega esses microrganismos na produção de vacinas e kits de diagnóstico. Em indústrias alimentícias e farmacêuticas, cuida do controle do crescimento microbiano e da segurança e higiene no ambiente de trabalho, além de controlar a qualidade do produto final. Nos laboratórios de pesquisa farmacêutica, desenvolve pesquisas para novos medicamentos. Também atua em órgãos de controle ambiental, na avaliação e prevenção da contaminação da água e do solo. Com formação específica, atua como engenheiro de bioprocessos, projetando, construindo e operando equipamentos que reproduzem, em escala industrial, processos que envolvem células vivas, empregados na fabricação de medicamentos, cosméticos, alimentos ou química em geral.

O mercado de trabalho
Há grande demanda por bacharéis e tecnólogos porque as graduações em Biotecnologia são recentes no Brasil. "O mercado está em alta, pois há grandes investimentos e fusões empresariais com o objetivo de obter novos produtos biotecnológicos de interesse comercial, especialmente combustíveis renováveis, soja e carnes", diz Marcelo Fernandes da Silva, diretor do curso tecnológico de Gestão em Biotecnologia da Universidade de Uberaba, em Minas Gerais. Os setores mais aquecidos no mercado são os de biocombustíveis (bioetanol e biodiesel), medicamentos (vacinas e hemoderivados), com modities (soja, algodão, milho e outros transgênicos),melhoramento genético animal (bovino,caprino e ovino) e meio ambiente e conservação de espécies (biorremediação, controle de poluentes e bioindicadores). "É uma área de interesse estratégico nos últimos seis anos. Depois da aprovação da Lei de Biossegurança no Congresso, que regulamentou o uso de células-tronco e transgênicos, empresários que atuam nesses setores passaram a se interessar pelo assunto, pois a legislação regulamentou a atividade",afirma José Celso Rocha, coordenador do curso de Engenharia Biotecnológica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Assis (SP)."O investimento do governo, especialmente na produção de energia renovável, alimentos transgênicos e células-tronco, desenvolve produto se patentes, além de abrir espaço para o profissional", completa Sandra Regina Ceccato Antonini, coordenadora do curso de Biotecnologiada Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), em Araras (SP).As regiões Sul e Sudeste concentram as melhores ofertas de trabalho, com destaque para São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.O Norte e o Nordeste despontam como boas opções por causa da biodiversidade animal e vegetal, que provoca impactos na indústria farmacêutica e de cosméticos. "Os polos tecnológicos associados às universidades também são importantes, como USP (São Paulo e Ribeirão Preto), UFMG (Belo Horizonte), UFRJ (Rio de Janeiro) e UFRGS (Porto Alegre)", completa Marcelo Fernandes da Silva.

O curso

Os cursos de bacharelado nem sempre têm o mesmo direcionamento e, por isso, podem dar ênfase a um ou outro campo da biotecnologia. Eles também têm nomes diferentes, como Biotecnologia (UFSCar), Engenharia de Bioprocessos (UFRJ), Engenharia Bioquímica (USP-Lorena), Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (UFPR e a Uergs),Ciências Biológicas – ênfase em biotecnologia (Univali).Independentemente do enfoque, o currículo segue uma linha que é comum a todos, com boa base de matemática, física, química, estatística,informática, além da formação profissionalizante,como engenharia bioquímica, biotecnologia vegetal,tecnologia de produção de vacinas, métodos quantitativo sem biotecnologia, melhoramento genético e biossegurança. O estágio é obrigatório, e o aluno deve apresentar um projeto de conclusão no último ano.

Duração média: de quatro a cinco anos.

O que você pode fazer
» Agronegócios: Aprimorar técnicas de combate a pragas e doenças nas lavouras e nos rebanhos.

» Alimentos e bebidas: Acompanhar a produção de alimentos e bebidas que levam microrganismos em sua composição, como queijos e cervejas.

» Meio ambiente: Estudar processos biotecnológicos para a recuperação de solos e o aprimoramento da agricultura. Pesquisar a poluição e a contaminação do ar, da água e do solo por microrganismos. 

» Saúde: Pesquisar o uso de microrganismos na produção de medicamentos e vacinas. Identificar micróbios causadores de doenças em laboratórios de análises clínicas e institutos de pesquisa. Atuar na prevenção, no controle e no combate a infecções hospitalares.


OCEANOGRAFIA


O que é ser um oceanógrafo?
O oceanógrafo pesquisa os seres animais e vegetais, o ambiente e os processos marinhos. Coleta e interpreta informações sobre as condições físicas, químicas, biológicas e geológicas dos ambientes aquáticos. Analisa a composição da água de rios, lagunas e estuários e atua em projetos de saneamento de áreas costeiras, monitorando e gerenciando obras e instalações para garantir a preservação ambiental. Desenvolve técnicas de exploração dos recursos naturais e minerais dos mares e avalia os efeitos das atividades humanas sobre o ecossistema, buscando preservar a flora e a fauna oceânica. Também supervisiona o cultivo de organismos aquáticos em cativeiro. Pode atuar tanto no setores público quanto no privado e em ONGs que trabalham diretamente com a questão da preservação ambiental.

O mercado de trabalho
A regulamentação da profissão, ocorrida em2008, tende a aumentar a procura pelo profissional, que tem como tradicionais empregadores a Petrobras e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Para entrar nessas empresas, é preciso fazer concurso público. O oceanógrafo também tem chances de colocação em indústrias de alimentos e da área de papel e celulose, que buscam o especialista em preservação ambiental. As melhores oportunidades de trabalho estão nas consultorias ambientais, que prestam serviço às companhias do setor de petróleo, como Shell e Esso. A demanda no terceiro setor continua crescendo e há vagas em gestão, gerenciamento de projetos e no desenvolvimento de programas de educação ambiental. Alguns exemplos de empregadores são os Projetos Tamar, Peixe-Boi e Baleia Jubarte. A produção de organismos marinhos, como ostras e mexilhões, é outra área promissora. O Brasil se tornou um dos maiores produtores mundiais de camarão de água salgada, e as fazendas marinhas do Nordeste e do Sul, que estão se expandindo, buscam cada vez mais o oceanógrafo. Nas prefeituras de cidades litorâneas surgem vagas temporárias e permanentes, por meio de concursos públicos, para trabalharem secretarias de Meio Ambiente e cuidar do planejamento e do uso da zona costeira. Os estados que mais requisitam são Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, embora todo o país, especialmente.

O curso

Prepare-se para muita matemática, física e química, além de biologia e geologia. O aluno estuda as características físicas, químicas, biológica se geológicas dos oceanos, em disciplinas como manejo dos recursos vivos, poluição marinha e tecnologia de pesca. No fim do curso, navegar é preciso, e você deve ter noção de meteorologia e cartografia. Em algumas escolas, o estágio é recomendado e, em outras, obrigatório.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

» Gerenciamento de recursos naturais
Desenvolver e aplicar métodos de exploração e beneficiamento de recursos marinhos.

» Dirigir unidades de preservação ecológica.
Limnologia Participar de projetos de preservação de ambientes de água doce, como riachos, rios e lagos.

» Preservação ambiental
Elaborar laudos sobre o impacto de atividades humanas no ambiente marinho. Estabelecer programas de qualidade ambiental em indústrias.

» Pesquisa
Realizar estudos básicos e pesquisa aplicada em áreas como:

Oceanografia biológica: Biodiversidade e ecossistemas marinhos.
Oceanografia física: Correntes, marés e fenômenos climáticos.
Oceanografia geológica: Composição do solo marinho e fenômenos geofísicos.
Oceanografia química: Composição das águas e recuperação de ambientes aquáticos degradados ou em processo de degradação.

ENGENHARIA DE PESCA
O que é ser um engenheiro de pesca?
O engenheiro de pesca estuda e aplica métodos e tecnologias para localizar, capturar, beneficiar e conservar peixes, crustáceos e frutos do mar. Suas atividades básicas são o planejamento e o gerenciamento das atividades pesqueiras voltadas para a industrialização e para a comercialização do pescado. Como especialista em aqüicultura, esse profissional também projeta fazendas marinhas, desenvolvendo técnicas de criação e reprodução em cativeiros de peixes, crustáceos e moluscos.

Pesquisa o beneficiamento e a conservação dos animais ainda em alto-mar e acompanha sua industrialização e distribuição no mercado consumidor. Instala e mantém motores e equipamentos mecanizados usados em operações de pesca, beneficiamento e processamento.

O mercado de trabalho
São boas as perspectivas para o engenheiro de pesca no Brasil. O país tem uma extensa costa e um grande potencial para o cultivo, a exploração e a captura de peixes. Ao mesmo tempo, a mão-de-obra especializada ainda é escassa. A criação da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, em 2003, também incentiva investimentos no setor. Em 2007, por exemplo, aplicou cerca de R$ 150 milhões em obras de infra-estrutura, como pesqueiros públicos, e em projetos como o Programa Nacional de Controle Higiênico-Sanitário de Moluscos Bivalves, o qual prevê a adoção de um selo de qualidade que impulsionará as vendas entre estados e também a exportação.

As empresas de produção de pescado, espalhadas por todo o país, costumam abrir vagas com freqüência. Os frigoríficos, que integram a cadeia voltada à exportação, oferecem oportunidades principalmente para quem tem especialização em tecnologia de pescado. Os empregos concentram-se nas regiões Sul e Nordeste e nos estados do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Paraíba, cresce o setor de criação de peixes e camarões, o que aquece o mercado para o especialista em aqüicultura. Também é alta nesses estados a demanda por engenheiro de pesca para embarcar e acompanhar o processo de captura. O serviço é bem pago porque o profissional recebe comissão pela produção. No Sul, aumenta a produção de trutas e moluscos, que incluem mexilhões, ostras e vieiras, levando à abertura de novas vagas.

Outra área que abre postos de trabalho é a de cultivo de peixes marinhos, que deve crescer nos próximos anos. O momento é favorável ainda para quem quer desenvolver pesquisas. O crescimento do setor, que faz parte dos planos governamentais para aumento da produção de alimento para os mercados interno e externo, leva a uma boa oferta de recursos por parte das agências de financiamento.

O curso

As disciplinas das áreas das ciências exatas e biológicas, como cálculo, estatística, ecologia e zoologia, fazem parte do currículo no primeiro ano. O estudante tem, ainda, aulas de biologia pesqueira, bioquímica, meteorologia e tecnologia de pesca, aqüicultura, economia e administração pesqueira. As aulas práticas, em laboratório e a bordo de barcos, ocupam boa parte da carga horária. Nelas, o aluno aprende técnicas de navegação, métodos de processamento do pescado e cultivo de peixes, moluscos e crustáceos. Para se formar é preciso fazer estágio ou uma monografia.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

» Administração e economia pesqueira. Planejar, implantar e gerenciar empresas pesqueiras.

» Aquicultura: Projetar fazendas e viveiros e desenvolver técnicas para a criação de organismos marinhos e de água doce.

» Ecologia aquática: Estudar ecossistemas aquáticos de modo a garantir a exploração dos recursos sem danos ao meio ambiente.

» Extensão pesqueira: Orientar comunidades de pescadores para aumentar a produtividade e o desenvolvimento econômico e social da região.

» Investigação, planejamento e tecnologia pesqueira: Pesquisar o potencial pesqueiro de uma região e elaborar programas para seu desenvolvimento. Criar técnicas de localização e captura de animais aquáticos.

»Tecnologia do pescado: Fazer o controle sanitário e inspecionar a conservação, o beneficiamento e a industrialização do pescado, agregando valores e desenvolvendo novos produtos.


ENGENHARIA CARTOGRÁFICA


O que é ser um engenheiro cartógrafo?
O engenheiro cartógrafo faz pesquisas de campo e cálculos para elaborar mapas e cartas impressas ou digitais. Ele planeja, orienta, dirige e supervisiona o levantamento, a análise e a interpretação de aspectos geográficos e físicos de uma região a ser representada em mapas e cartas. Utiliza dados de diversos sistemas sensores, incluindo orbitais e aéreos, sensores a bordo de embarcações marítimas ou fluviais. Esses dados podem ser aplicados em todos os setores que fazem uso de informações geográficas, como estudos de meio ambiente, planejamento e gerenciamento regional, navegação, geologia, geofísica, oceanografia e turismo.

O mercado de trabalho

Existe boa procura por esse profissional, que pode atuar como autônomo ou trabalhar em consultorias e empresas prestadoras de serviços cartográficos. Entre os tradicionais empregadores estão o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Polícia Federal e as prefeituras. Nestas últimas, a principal atividade é a atualização de sistemas cadastrais para cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). As capitais das regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte das vagas – e, ao mesmo tempo, o maior número de profissionais –, mas a procura pelo especialista cresce nas regiões Norte e Nordeste. Há demanda também em todo o interior do Brasil, graças ainda ao reflexo da lei federal de 2001 que obriga o registro das coordenadas dos limites de imóveis rurais com base no Sistema Geodésico Brasileiro. Os formados podem encontrar trabalho na área de Sistema de Informações Geográficas (SIG), montando banco de dados sobre áreas urbanas e rurais, processando e selecionando informações coletadas em órgãos do governo e empresas privadas de saneamento básico, energia, gás e telefonia. Seguem em alta as especializações em geoprocessamento e sensoriamento remoto.

O curso

Às disciplinas básicas das engenharias, como matemática, física e desenho, somam-se matérias de formação profissional e específicas, relacionadas com a coleta, o processamento, a análise e a representação de dados espaciais. O aluno também aprofunda conhecimentos referentes à geodésia, à topografia, à fotogrametria e ao sensoriamento remoto. Parte da carga horária é dedicada a práticas de laboratório e à pesquisa de campo. Em algumas instituições, é comum o estudante participar de projetos de prestação de serviços à comunidade, dando apoio de campo em levantamentos topográficos e na regularização de terras rurais. Para se diplomar é preciso fazer estágio supervisionado e apresentar um trabalho de conclusão de curso.

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

»Levantamento aerofotogramétrico: Fazer o reconhecimento topográfico e geográfico de uma área por meio de análises de fotografias aéreas.

»Levantamento topográfico e geodésico: Dar apoio de campo para levantamentos aerofotogramétricos e projetos de engenharia, fazendo observações para determinar a posição dos pontos de interesse.

»Posicionamento global por satélite (GPS): Determinar as coordenadas de acidentes geográficos que serão usadas em planos diretores urbanos ou para a localização e a identificação de locais ou objetos.

»Representação cartográfica: Elaborar cartas e mapas.

»Sistema de informações geográficas (SIG): Montar bancos de dados sobre áreas urbanas e rurais, processando e selecionando informações coletadas.

PAISAGISTA

O que é ser um paisagista?

Paisagista, ou arquiteto paisagista é o profissional que trabalha com o desenvolvimento, gestão e manutenção de projetos design em espaços naturais e urbanos, visando a harmonia entre o meio ambiente e espaço das cidades. Ou seja, esse profissional projeta jardins públicos ou privados, praças, parques, áreas comuns em edifícios, zoológicos, canteiros, espaços de lazer e recreação e de monumentos históricos, sítios, entre outros, sempre com o objetivo de interligar a preservação do meio ambiente natural e construído com a estética do design. O profissional também pode participar de projetos multidisciplinares de recuperação de áreas devastadas, trabalhando em conjunto com profissionais de diversas áreas.

Qual a formação necessária para ser um paisagista?

Para ser um paisagista, o profissional deve ter diploma de algum curso certificado pelo MEC. Só há um curso de graduação em Composição Paisagística no país, na Faculdade de Belas Artes da UFRJ, mas existem muitos outros cursos técnicos e de curta duração que dão bases para que o profissional exerça a profissão, visto que a mesma ainda não é regulamentada. Muitos cursos de arquitetura contém várias matérias do paisagismo, com maior ou menor ênfase, dependendo da escola, podendo ser também uma opção para quem quer se tornar um paisagista profissional. É muito importante que o profissional do paisagismo esteja sempre interessado em se desenvolver e aprender coisas novas, e pode fazê-lo participando de cursos, workshops e analisando exposições de outros profissionais.

Principais atividades

• analisar a área a ser trabalhada
• analisar as necessidades da área, levando em conta sua funcionalidade, a topografia do local e a preservação do meio ambiente
• elaborar o projeto paisagístico, envolvendo, se necessário, profissionais de outras áreas
• submeter o projeto à aprovação do contratante, patrocinador ou do órgão governamental responsável
• após a aprovação, contratar todos os profissionais necessários
• comprar os materiais, plantas, sementes, etc que serão utilizadas
• coordenar o andamento do projeto
• realizar mudanças, se necessário
• entregar e expor seu trabalho pronto

Área de atuação e especialidades

O profissional do paisagismo trabalha com projetos de design em áreas abertas e fechadas, projetando jardins públicos ou privados, praças, parques, áreas comuns em edifícios, zoológicos, canteiros, espaços de lazer e recreação e de monumentos históricos, sítios, etc, sempre levando em conta a funcionalidade, a topografia do local, os aspectos culturais e sociais, os recursos naturais e a preservação do meio ambiente. Esse profissional também pode atuar em equipes multidisciplinares de recuperação de áreas danificadas ou devastadas, trabalhar com o cultivo de plantas e árvores para a integração em projetos paisagísticos, ou na produção de arranjos de plantas para o mesmo fim.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho é amplo para o paisagista. O setor público emprega muitos profissionais da área, principalmente em projetos de recuperação de áreas destruídas e no paisagismo urbano, como na projeção de parques, praças e canteiros. Mas hoje o setor privado ainda é o que mais emprega, destacando a participação de paisagistas no projeto de áreas comuns de novos empreendimentos imobiliários comerciais e residenciais e na manutenção e redesenho de projetos em shoppings, restaurantes, jardins privados, etc.

Onde achar mais informações?

• ABAP - Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas
• ASLA - Associação Americana de Arquitetos Paisagistas


METEOROLOGIA


O que é ser um meteorologista?

O meteorologista é o profissional que estuda as ciências atmosféricas e aplica a meteorologia à diversas outras ciências e a situações do cotidiano. O profissional dessa ciência é responsável pelo estudo das condições climáticas e análise de dados como chuvas, umidade, ventos, correntes de ar e marítimas, mudanças de clima, movimentos atmosféricos, amplitudes térmicas, etc. Com tais informações o meteorologista pode prever as condições climáticas em todas as regiões do país. O meteorologista utiliza artifícios como imagens de satélites e radares, além de analisar gráficos e mapas. A ciência meteorológica é indispensável para muitos setores da economia, como por exemplo, o setor agropecuário, que depende diretamente das condições climáticas.

Qual a formação necessária para ser um meteorologista?

Para ser um meteorologista é necessário diploma de curso superior de graduação em Meteorologia. O curso tem duração média de quatro anos, e engloba, nos dois primeiros anos, matérias mais básicas incluindo matemática, física, química e meteorologia básica. Nos dois últimos anos do curso, a meteorologia é aplicada na prática, e matérias mais técnicas como climatologia, micrometeorologia, agrometeorologia, meteorologia física, sinótica e dinâmica, sensoriamento remoto, etc. Existe também a opção de curso técnico em meteorologia, com duração média de três semestres, que, apesar de não ser tão completo e específico como o curso superior, também habilita os alunos a trabalhar com a meteorologia.

Principais atividades

•analisar imagens atmosféricas capturadas via satélite
•acompanhar os movimentos atmosféricos por equipamentos especializados
•recolher dados como temperatura, ventos, chuvas, umidade, correntes marítimas e de ar, e analisá-los, de modo a conseguir prever as características climáticas em todas as regiões
•aplicar os resultados das previsões climáticas de curto e longo prazo nas diversas áreas, como na agrometeorologia, que aplica esses resultados para calcular as épocas de colheita e plantio, bem como a dimensão das safras ou na política social, que aplica esses resultados no sentido de prever as chuvas mais fortes e possibilidades de enchentes ou catástrofes naturais
•pode trabalhar com a meteorologia ambiental, pesquisando e aplicando técnicas para tentar diminuir a poluição atmosférica

Áreas de atuação e especialidades
•agrometeorologia: trabalha com a aplicação dos resultados das previsões meteorológicas no setor agropecuário, com o objetivo de calcular épocas de colheita e plantio, além de dimensionar o volume das safras
•sensoriamento remoto: trabalha com equipamentos como radar e satélite para detectar chuvas, queimadas, chuvas de granizo e geadas
•previsão atmosférica: analisa os dados e prevê as condições climáticas a curto prazo
•meteorologia ambiental: trabalha com o desenvolvimento e a aplicação de técnicas com objetivo de diminuir a poluição atmosférica
•radiometeorologia: trabalha com a influência meteorológica nas transmissões de sistemas de rádio e televisão
•meteorologia aeronáutica e marinha: trabalha com a análise do comportamento dos ventos, da pressão atmosférica, dos rios e mares, para determinar as condições de tráfego aéreo e marítimo
•climatologia: estuda o comportamento do clima e suas mudanças nas mais diversas regiões
•hidrometeorologia: estuda o ciclo da água, o comportamento das chuvas e das águas dos rios. Controla os índices pluviométricos e os estuda, além de elaborar projetos de escoamento de água das chuvas
•biometeorologia: trabalha a interação entre seres vivos e atmosfera e seus efeitos no meio ambiente
•química atmosférica: estuda os componentes presentes na atmosfera, analisa sua procedência e seus efeitos
•paleoclimatologia: estudo do clima no passado próximo ou remoto

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para o profissional da meteorologia é amplo, e tende cada vez mais ao crescimento, pois faltam profissionais qualificados para trabalhar nos sistemas públicos de meteorologia. A área de pesquisa é a que mais cresce e emprega, principalmente agora que a preocupação com o aquecimento global é foco de muitas discussões. Esse profissional pode também trabalhar em centros de previsão públicos ou privados, empresas de consultoria técnica, empresas de instrumentação meteorológica, etc.

Onde achar mais informações?


VETERINÁRIA

O que é ser veterinário?
Veterinários são profissionais responsáveis por estudar e cuidar da saúde dos animais - silvestres, de estimação, de rebanhos para abate, de tradição esportiva, de zoológicos ou de laboratórios. Atuam em três campos principais: medicina e cirurgia dos animais, produção animal - criação e melhoramento das raças de animais domésticos - e saúde pública, defendendo a população contra as doenças transmitidas por animais e controlando a qualidade dos produtos alimentícios de origem animal. Podem especializar-se em diversas áreas incluindo o controle de doenças genéticas e reprodução animal, fisiopatologia, ortopedia, dermatologia, odontologia e oftalmologia de animais. São importantes também na ecologia e na preservação de animais selvagens.

Qual a formação necessária para ser veterinário?
Para qualificar-se como veterinário, é exigido curso superior de medicina veterinária, com duração média de cinco anos, e estar inscrito no Conselho Regional ou Federal de Medicina Veterinária. O curso de medicina veterinária aborda disciplinas como anatomia, histologia e embriologia dos animais, fisiologia, biofísica, parasitologia, imunologia, genética, farmacologia, clínicas médica e cirúrgica, tecnologia e inspeção de produtos de origem animal.

Durante o curso, são desenvolvidas atividades em laboratórios, fazendas e hospitais veterinários, além de estágios.

Principais atividades de um veterinário

As atividades do profissional de veterinária desenvolvem-se principalmente em clínicas particulares, fazendas, zoológicos, hípicas, instituições militares e policiais, setor público e instituições de preservação das espécies e incluem:

•prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças;
•orientar donos ou cuidar diretamente do bem-estar e da alimentação dos animais;
•fazer necropsias para descobrir a causa da morte de animais;
•estabelecer as condições de criação e abate de animais de produção;
•atuar em concursos e exposições de animais, realizando perícias para evitar fraudes;
•atuar na saúde pública, propondo políticas para controle das doenças de origem animal;
•supervisão de abate de animais em matadouros, examinando animais doentes em rebanhos para evitar epidemias;
•inspeção de produtos de origem animal para prevenção de infecção e contaminação;
•pesquisas na área de saúde;
•resocialização de espécies em perigo;
•dirigir e fiscalizar instituições de ensino de veterinária;
•dirigir hospitais veterinários.

Áreas de atuação e especialidade

•Clínica: Atende animais domésticos e de grande porte, realizando inclusive cirurgias;
•Ecologia: Estudo de animais silvestres em campo ou zoológicos;
•Indústria de Produtos para Animais: Gerenciamento da produção de remédios (soros, vacinas e vermífugos) e alimentos (rações, vitaminas). Pode atuar no setor de marketing de empresas e de assistência técnica ao consumidor;
•Produção Animal: Fiscalização de produtos de origem animal;
•Sanidade animal: Prevenção e controle de doenças e infecções;
•Tecnologia da produção animal: Melhoria dos criações através de aperfeiçoamento genético, alimentação, reprodução e biotecnologia.

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para veterinários é amplo e bastante competitivo, tanto no setor privado como no público. No Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária existem cerca de 59.000 veterinários, dos quais 44.000 estão em atuação. Quase a metade deste total, 46%, está concentrada na região Sudeste, enquanto apenas 4% atuam na região Norte. A cada ano, se formam cerca de 2.400 novos profissionais nos 94 cursos de medicina veterinária espalhada pelo país. O setor de produção de carnes para exportação tem crescido consideravelmente, o que deve gerar boas perspectivas na área. No mercado de animais de estimação, há muitos profissionais nas grandes cidades e a maioria dos veterinários do país trabalha em clínicas especializadas. Um bom e diferenciado campo de atuação em termos de oferta de emprego e de remuneração é a indústria de rações e medicamentos.
Onde achar mais informações?
•Conselho Federal de Medicina Veterinária
•Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro
•Confederação Nacional de Agricultura - CNA



GEOLOGIA


O que é ser geólogo?

Geólogo é o profissional que estuda a origem, a formação, a estrutura e a composição da crosta terrestre e as alterações sofridas no decorrer do tempo, investiga a ação do homem (poluição dos solos e dos lençóis freáticos, etc) e das forças naturais (erosão, desertificação, glaciação, etc) sobre ao planeta, obtendo assim informações do impacto ambiental. O geólogo também deve estudar os rios e os lençóis freáticos, localizar e acompanhar a exploração de reservas petrolíferas e de gás natural e jazidas minerais, aplicando conceitos teóricos e estudos sobre a constituição do solo, além de elaborar mapas e relatórios que permitam determinar os tipos de construção que estão em conformidade com a região. Estudam também a ocorrência dos diferentes tipos de rochas, tanto na superfície, quanto no subsolo e no fundo do mar. Para tais pesquisas os geólogos utilizam equipamentos de medição e sondagem, além de provas químicas e imagens aéreas. Além de tudo isso, atuam no desenvolvimento de projetos que promovam a preservação dos recursos naturais, ou seja, que visem à sustentabilidade.
Qual a formação necessária para ser um geólogo?
Para ser um geólogo é necessário o curso superior em Geologia ou em alguns cursos há a opção de bacharelado de Ciência da Terra com a duração de cinco anos. Em outras faculdades o curso também pode ser chamado de Engenharia Geológica, e compreende matérias como: matemática, física, desenho, química geral, biologia geral, ciências geofísicas, geomorfologia, mineralogia, paleontologia, petrografia, prospecção e geofísica, entre outras.

Principais atividades
Entre as principais atividades de um geólogo estão:
•Pesquisar e analisar os tipos de solo e sua local de ocorrência, estipulando assim o tipo de construção a ser realizado naquele terreno
•Estudar a origem, composição e condição da crosta terrestre
•Acompanha grandes obras como a construção de túneis, barragens, estradas, reservatórios, usinas e aterros
•Pesquisar e analisar os tipos de rocha e classifica-las
•Pesquisar a ocorrência de petróleo e gás natural, bem como de jazidas minerais, e acompanhar sua exploração para evitar danos ambientais
•Estudar rios e lençóis freáticos
•Analisar danos ambientais e produzir relatórios sobre a condição dos solos, rochas, lençóis freáticos, rios, jazidas minerais, de petróleo e de gás natural
•Investigar a ação das forças naturais ao meio ambiente e seus efeitos

Áreas de atuação e especialidades
O campo de trabalho para o formado em Geologia é amplo, entre as áreas de atuação mais cotadas atualmente estão:
•Engenharia geológica: trabalha com a construção civil, fazendo relatórios das áreas a serem construídas.
•Geofísica: pesquisa os fenômenos físicos que ocorrem nas camadas subterrâneas da Terra, utilizando instrumentos especiais, como o sismógrafo e os medidores elétricos, além de técnicas que utilizam calor e radioatividade.
•Levantamento geológico: analisa e classifica os tipos de solos e rochas e elabora mapas.
•Geologia ambiental: analisa, previne e produz relatórios de impactos ambientais.
•Mineração: localiza jazidas e acompanha a exploração.
•Geologia do petróleo: localiza, classifica e acompanha a exploração de petróleo.
•Hidrologia: descobre lençóis freáticos, estuda rios, acompanha a escavação de poços e a exploração dos recursos hídricos.

Mercado de trabalho
A procura por geólogos para realizar relatórios de impacto ambiental tem crescido muito nos últimos anos, devido a atual e constante preocupação com o meio ambiente. Na construção civil, o profissional também é muito requisitado para acompanhar grandes obras, como túneis, barragens, estradas, entre outras, e realizar o planejamento de novos bairros e cidades, analisando o terreno. A entrada de investimentos estrangeiros e a exploração do petróleo em grande escala, também demandam muitos "cientistas da terra", principalmente no Rio de Janeiro. A exploração de jazidas minerais também é uma área interessante para o geólogo, pois o Brasil possui inúmeras jazidas em todo o território, principalmente na região Norte.

Onde achar mais informações?
•Portal do geólogo
•Instituto de Geociências
•Site da Naturlink


GEOGRAFIA


O que é ser geógrafo?
Geógrafos são os profissionais responsáveis por analisar, estudar, conhecer e descrever aspectos da superfície da Terra como o relevo, solo, clima, vegetação, recursos hídricos e também a distribuição das populações. Estudam as relações entre o meio e as comunidades que o habitam. Analisam dados sociais, culturais e políticos de determinados grupos populacionais em uma região ou país, informações que podem ser utilizadas para delimitação de territórios, planejamento de áreas urbanas, manejo dos recursos naturais, implantação de hidroelétricas, pólos industriais, estradas e outras obras que interferem no meio ambiente de maneira geral.

Qual a formação necessária para ser um geógrafo?
Para exercer a profissão de geógrafo é necessário o diploma de curso superior em geografia. Pesquisadores e profissionais de planejamento precisam do diploma de bacharel, cursando apenas as matérias de formação especializada. Pós-graduação é requerida para pesquisadores e professores universitários e muito valiosa para profissionais do planejamento e cartografia. Professores de ensino fundamental e médio precisam da licenciatura que inclui, além das matérias normais, matérias pedagógicas como didática e prática de ensino.

Principais atividades de um geógrafo
Assim como as demais profissões ligadas à área de ciências básicas, os geógrafos podem exercer as atividades de professor universitário, professor escolar e pesquisador. Suas atividades incluem:
•realizar estudos em institutos de pesquisa. Por meio de seus trabalhos, estudam a situação do meio ambiente e do país em relação ao desenvolvimento sustentável;
•desenvolver programas de cursos a serem lecionados em escolas ou universidades;
•dar aulas em cursos de graduação e pós-graduação e em escolas das redes pública e particular, escolas técnicas e cursos pré-vestibulares;
•orientar alunos em suas teses nos cursos de mestrado e doutorado;
•em atividades de cartografia, levantar informações sobre aspectos físicos de uma região - clima, solo, vegetação, relevo - para elaboração de mapas e cartas geográficas;
•em atividades de planejamento, trabalhando em empresas ligadas à área de planejamento urbano, ou atuando junto a prefeituras, secretarias de meio ambiente, parques e institutos de estatística, como o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Áreas de atuação e especialidades
•Ensino: leciona no ensino fundamental, médio e superior.
•Planejamento urbano: planeja o crescimento e desenvolvimento de uma determinada região ou município.
•Geografia física: estuda os aspectos físicos da Terra, como clima, solo e vegetação.
•Geografia humana: interpreta os dados sociais e econômicos de uma população. Planeja a ocupação de áreas urbanas e rurais.
•Geopolítica: analisa a relação entre espaço geográfico e a organização econômica, política e social de uma região, país ou bloco de países.
•Geoprocessamento: monta banco de dados sobre solo, relevo, recursos hídricos, vegetação, clima e densidade de ocupação de uma região com o objetivo de elaborar mapas e cartas geográficas.
•Meio ambiente: estuda os ecossistemas e previne impactos ambientais causados pela ocupação de terrenos. Faz o manejo de bacias hidrográficas.
•Planejamento territorial e urbano: organizar espaços urbanos ou rurais para a instalação de pólos industriais barragens e outras grandes obras. Estuda as tendências de desenvolvimento e planeja o crescimento socioeconômico de uma região.

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para geógrafos está apresentando algumas novas oportunidades com a crescente preocupação com o meio ambiente. Os concursos públicos em todo o país não são abundantes. Instituições que sofrem com a falta de profissionais muitas vezes abrem vagas com contrato temporário. O mercado para professores de ensino médio e fundamental está em crescimento, e há uma séria carência de professores de geografia, que ganham salários modestos. Estão em alta as áreas de consultoria ambiental e geoprocessamento (análise e combinação de dados por computador para confecção de mapas e organização de banco de dados). Hoje a lei ambiental é mais rigorosa e exige relatório de impacto ambiental (RIMA) para obras de grande porte, como rodovias, hidroelétricas e instalação de indústrias.

Onde achar mais informações?
•Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
•Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico (CNPQ)


ENGENHARIA SANITÁRIA


O que é ser engenheiro sanitarista?
A engenharia sanitarista é a área que trata da exploração e do uso dos recursos hídricos. Os engenheiros sanitaristas são os profissionais responsáveis pelo diagnóstico, elaboração e coordenação de projetos de saneamento básico e de obras sanitárias. O trabalho desse profissional também envolve a fiscalização, a manutenção e ampliação de projetos que melhorem a qualidade de vida da população, como os de água, sistemas de tratamento, esgoto, drenagem e irrigação pluvial, limpeza urbana e de resíduos. O trabalho dos engenheiros sanitaristas é muito importante para as áreas social, de saúde e ecológica, pois além de visar o bem estar social, também é uma forma de prevenir doenças, sempre visando a preservação e diminuição dos danos ambientais, promovendo um desenvolvimento sustentável. Os engenheiros ambientais atuam promovendo o desenvolvimento sustentável.

Qual a formação necessária para ser um engenheiro sanitarista?
Para ser um engenheiro sanitarista é necessário diploma do curso superior de Engenharia Sanitária e Ambiental, que tem a duração média de cinco anos. Esse curso tem por objetivo habilitar o profissional nas metodologias e tecnologias de projeto, diagnóstico, construção, manutenção e operação de sistemas ligados principalmente ao aproveitamento dos recursos hídricos e ao saneamento básico. Como em todas as engenharias, os primeiros dois anos de curso são voltados ao estudo de matérias básicas como matemática, física, química e biologia, e depois o ensino é voltado às matérias de sistemas hidráulicos, hidrologia, metodologias de tratamento de água, controle de poluição, geologia, topografia, qualidade da água, resíduos sólidos urbanos, entre outras que fazem parte da grade curricular do curso. Para exercer a profissão de engenheiro sanitarista é necessário registro no CREA - Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia.

Principais atividades

•diagnosticar problemas relacionados às redes de água e de esgoto e aos sistemas de saneamento
•analisar e orientar o uso dos recursos das bacias hidrográficas
•analisar a qualidade da água e diagnosticar problemas existentes, na tentativa de elaborar soluções ou métodos para atenuar os danos ambientais
•elaboração de projetos e obras hidráulicas que visam a melhoria da qualidade de vida da população
•fiscalização dos sistemas de tratamento de água existentes e elaboração de projetos de melhoria e ampliação
•fiscalização dos serviços de esgoto existentes e elaboração de projetos de melhorias e ampliação
•elaboração de projetos de preservação ambiental e controle da poluição, sempre buscando promover um desenvolvimento sustentável
•coordenação de projetos de saneamento básico
•construção de canais de irrigação e drenagem pluvial
•realização de projetos de limpeza urbana e de eliminação dos resíduos sólidos da melhor forma possível, visando sempre a preservação ambiental
•monitoramento dos projetos de saneamento básico, elaborando maneiras de estendê-lo, na tentativa de que ele atinja a maior parcela possível da população.

Áreas de atuação e especialidades

•Captação, tratamento e distribuição de água: nessa área, o profissional trabalha com a elaboração de projetos de captação dos recursos hídricos, com tecnologias e métodos de tratamento da água, além da fiscalização do tratamento e verificação da qualidade da água e de projetos de distribuição da água potável para a população, estabelecendo as melhores formas e métodos pata tal.
•Gestão, coleta e tratamento de efluentes hídricos e atmosféricos: esta área analisa os danos ambientais, estuda os métodos de coleta e de tratamento de recursos hídricos contaminados ou poluídos, visando sempre a preservação do meio ambiente.
•Coleta e tratamento de resíduos sólidos urbanos e industriais: área que estuda os métodos de coleta e tratamento de resíduos sólido, aplica tecnologias na tentativa de eliminar do meio ambiente a poluição gerada pela urbanização e industrialização de grandes cidades.
•Operação de sistemas de tratamento de água e efluentes: área que é especializada em tecnologias de tratamento da água, pesquisando novos métodos e procurando evitar os danos ambientais
•Avaliação de impactos ambientais: área responsável pela produção de relatórios de danos ambientais, procurar as causas e propor soluções para a minimização desses danos
•Planejamento dos recursos hídricos: área responsável por planejar a utilização dos recursos hídricos e elaborar formas de economia de água e de preservação desse recurso
•Manejo de bacias hidrográficas: área responsável por elaborar planos de exploração das bacias hidrográficas, sempre visando a preservação ambiental
•Drenagem urbana e rural: responsável por planejar a drenagem da água em áreas urbanas e rurais
•Educação ambiental: responsável por conscientizar a população da importância dos recursos hídricos e da necessidade de promover um desenvolvimento sustentável nesse setor

Mercado de trabalho
A necessidade de profissionais nessa área é sempre grande no Brasil, devido à precariedade dos sistemas de saneamento básico e de abastecimento de água potável. O mercado de trabalho é promissor, principalmente no setor público, pois a maioria desses serviços é de responsabilidade das prefeituras, secretarias estaduais e federais, além de órgãos de planejamento e controle ambiental. Atualmente, também cresce o número de empresas privadas preocupadas com a situação do meio ambiente e suas conseqüências a médio e longo prazo e com as pressões legais acerca da questão da poluição. Essas empresas caracterizam um novo mercado para o engenheiro sanitarista, que baseado em seus conhecimentos pode propor soluções para alguns desses problemas. As ONGs ligadas ao meio ambiente também empregam bastante na área sanitária.

Onde achar mais informações?
•Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental


ENGENHARIA FLORESTAL


O que é ser um engenheiro florestal?
Engenheiro florestal é o profissional que analisa a condição dos ecossistemas, planejando a exploração sustentável dos recursos naturais encontrados na região e produzindo relatórios dos danos caudados, tanto pela ação natural, quanto pela ação do homem. Também é esse profissional que pesquisa, reconhece e classifica espécies vegetais, realizando estudos que visem a melhoria da qualidade de vida dessas espécies e a adaptação delas a diferentes meios. É de responsabilidade desse profissional das ciências da terra a recuperação de regiões degradadas, arborização de cidades, o planejamento e o gerenciamento de projetos de parques ambientais, reservas biológicas ou naturais.O engenheiro florestal também pode trabalhar para grandes fábricas de papel, madeireiras ou indústrias de carvão vegetal, delimitando a área a ser desmatada, fiscalizando o processo de retirada das árvores e planejando o posterior reflorestamento.

Qual a formação necessária para ser um engenheiro ambiental?
Para ser um engenheiro florestal é necessário diploma de curso superior em Engenharia Florestal, com a duração média de cinco anos, o curso aborda com profundidade as matérias mais importantes da áreas, como por exemplo: botânica, biologia, desenho, engenharia rural, economia, tecnologia da madeira, zoologia aplicada, silvicultura, silvimetria, matemática, política florestal, solos, química, fitopatologia e microbiologia, entre outras. É possível fazer estágios em quase todas as especializações. Também é muito interessante que o profissional faça uma pós-graduação, ou algum tipo de qualificação que o destaque no mercado de trabalho, ou se atualize constantemente por meio de cursos.

Principais atividades
•analisar as condições e planejar o aproveitamento dos recursos naturais, visando a preservação e a conservação dos ecossistemas. Assim, o engenheiro florestal promove a sustentabilidade.
•produzir relatórios dos danos causados nos ecossistemas
•estudar as diferentes espécies vegetais
•reconhecer e analisar as condições necessárias para o melhor desenvolvimento de cada uma das espécies, como solo, clima e nutrientes específicos
•pesquisar maneiras de adaptação das plantas em diferentes meios
•delimitar áreas a serem desmatadas
•acompanhar a retirada da madeira e avaliar a estocagem em local adequado
•planejar o reflorestamento da área desmatada
•elaboração e gerenciamento de programas de parques ambientais, reservas biológicas ou naturais
•fiscalização da atividade madeireira e realização de pesquisas sobre os danos causados
•utilizar instrumentos específicos como, fotos de satélites ou radares para analisar a condição das florestas e matas, planejar projetos de reestruturação do meio natural, e outros.

Áreas de atuação
O engenheiro florestal pode trabalhar em várias áreas, entre elas estão:
•Empresas públicas: trabalhando em análise do possível aproveitamento sustentável de uma região, visando a preservação ambiental, produzindo relatórios de danos ambientais, planejando projetos de redução da degradação de matas e florestas e gerenciando parques e reservas ambientais e biológicas. Também pode pesquisar melhorias na adaptação de plantas à certos ambientes, como exemplo da adaptação da soja ao cerrado, que envolve vários estudos e diferentes áreas das ciências da terra, como a engenharia ambiental.
•Empresas privadas: como madeireiras, fábricas de papel e de carvão vegetal, delimitando a área a ser desmatada, acompanhando o processo de retirada e estocagem da madeira e planejando o posterior reflorestamento da região. Produzindo relatórios de danos causados pelas atividades citadas e realizando projetos de redução da degradação ambiental.
•Pesquisa: estudando as diversas espécies vegetais, classificando-as e pesquisando melhorias nas condições de vida e adaptação delas ao meio ambiente.
•Ensino: exercer a função de professor na área ambiental

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para o engenheiro ambiental é relativamente pequeno, tendo em vista a importância desse profissional. Os melhores empregos estão no setor privado, nas médias e grandes indústrias madeireiras, de papel e celulose e de carvão vegetal, onde o profissional acompanha o processo de desmatamento e reflorestamento. Como é uma profissão com muitas especificações, o estudante tem amplo campo para estágio. O mercado tende a crescer, devido ao atual momento de grande preocupação com o meio ambiente.

Onde achar mais informações?
•SBEF - Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais
•Portal ambiental


ZOOTECNIA

O que é ser zootecnista?
Zootecnistas são profissionais que tem como responsabilidade o estudo e controle da reprodução, aprimoramento genético e nutrição de animais criados para fins comerciais, que visam a aumentar a produção e melhorar a qualidade dos produtos de origem animal. Trabalham como administradores rurais e planejadores de fazendas e instalações rurais. Realizam experiências com alimentação e pesquisam formas de prevenir e combater doenças e parasitas e de garantir as condições de higiene, para melhorar a saúde dos rebanhos e a qualidade dos produtos derivados.

Qual a formação necessária para ser zootecnista?
Para trabalhar como zootecnista, é necessário o diploma do curso superior em zootecnia. A profissão é fiscalizada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, onde o zootecnista deve registrar-se. Quem se propõe a trabalhar no gerenciamento de fazendas deve fazer cursos complementares de economia rural e administração.

Principais atividades de um zootecnista
De modo geral, as tarefas dos zootecnistas incluem:

•avaliar geneticamente o rebanho;
•estudar processos e regimes de criação;
•planejar e avaliar as instalações utilizadas para a criação de animais;
•selecionar os animais para formação do rebanho matriz para reprodução;
•determinar o sistema e as técnicas a serem usados em cruzamentos;
•determinar o sistema e as técnicas a serem usados no pasto;
•pesquisar as necessidades nutricionais do rebanho e estabelecer a dieta adequada aos animais;
•verificar as condições de higiene e da alimentação dos animais;
•supervisionar a vacinação, a medicação e inseminação dos animais;
•determinar e acompanhar formas padronizadas de abate, preparação e armazenamento;
•realizar a supervisão técnica das exposições oficiais de animais.

Os que se dedicam à administração têm de:
•organizar a produção animal da fazenda;
•planejar as instalações;
•estabelecer programas de qualidade;
•desenvolver novos métodos de exploração;
•acompanhar preços;
•comprar e vender animais.

As atividades no campo de estudos e pesquisa são:
•fazer pesquisa genética em laboratório, para conseguir espécies de melhor qualidade, mais resistentes e mais férteis;
•estudar sistemas de cruzamento;
•estudar o aperfeiçoamento dos métodos de abate;
•pesquisar novos produtos de origem animal para os quais existe demanda;
•estudar novos tipos de alimento e complementos alimentares para os animais;
•aperfeiçoar métodos de armazenagem;
•aperfeiçoar métodos de tratamento e despejo de resíduos, para preservação do meio ambiente.

Áreas de atuação e especialidades
•Administração e economia rural: planeja e organiza a produção animal. Planeja a melhoria das insta;ações rurais, visando o aumento da produtividade e a melhoria das rações.
•Industria de produtos para animais: criar e gerenciar a venda de rações, vitaminas, medicamentos e defensivos agrícolas.
•Genética e reprodução: fazer avaliações genéticas de rebanhos, desenvolver técnicas de inseminação artificial e cruzamentos, formar um rebanho matriz, visando garantir rebanhos mais resistente e mais férteis.
•Nutrição animal: cuidar da alimentação dos rebanhos, testando, pesquisado e escolhendo uma dieta adequada e balanceada e cuidando da higiene da alimentação.

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para zootecnistas é um pouco restrito e concentra-se principalmente no setor privado. Muitas empresas do setor rural ainda são desinformadas sobre as vantagens de contratar profissionais com essa formação. Além disso, esses profissionais sofrem a concorrência de veterinários em atividades exclusivas da zootecnia, porque a lei não estabelece esse limite. Até 2000, de acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, havia 6.750 zootecnistas registrados e cerca de 4800 profissionais atuantes em todo o país, sendo 52% deste total atuando na região Sudeste. Há oportunidades na indústria de rações e complementos alimentares, vendendo produtos, treinando equipes e descobrindo tendências de mercado, ou, ainda, em frigoríficos, fazendas e empresas avícolas; outra fonte de oferta de emprego é o mercado de carnes exóticas, que se desenvolve principalmente na região Centro-Oeste. Há mercado também em cooperativas de criadores, laboratórios, empresas de consultoria, indústrias de abate, instituições de pesquisa, nutrição e saúde animal, instituições de ensino e zoológicos. Existem boas oportunidades para o especialista em administração e economia rural, que trabalha para aumentar e aperfeiçoar a produtividade do rebanho, além da área de melhoramento genético, que visa desenvolver novas técnicas para a melhoria das raças.

Onde achar mais informações?
•Conselho Federal de Medicina Veterinária
•Conselho Regional de Medicina Veterinária
•Sociedade Brasileira de Zootecnia – ABQ


ENGENHARIA AGRÍCOLA


O que é ser um engenheiro agrícola?
O engenheiro agrícola é o profissional que busca solucionar problemas que afetam o desenvolvimento do agronegócio, fornecendo soluções de engenharia necessárias ao aumento de produtividade, diminuição de custos, a preservação e a conservação dos recursos naturais envolvidos. A engenharia agrícola é responsável por todas as atividades que envolvem partes estratégicas, de projetos, de racionalização e sustentabilidade da atividade produtiva rural e agroindustrial. No setor agrícola, as demandas ocorrem com evolução intensa e complexa, exigindo sempre mais dos profissionais que neles atuam.
Qual a formação necessária para ser um engenheiro agrícola?
Para exercer a profissão de engenheiro agrícola é necessário ter o diploma de graduação em engenharia agrícola, e obter registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). O curso tem duração de cinco anos e o estágio é obrigatório. O domínio do inglês e outras línguas, cursos de pós-graduação são ótimos atrativos para as grandes oportunidades de trabalho.

Principais atividades
•projetar estábulos, estufas e silos
•cuidar dos equipamentos que controlam a ventilação ou a refrigeração
•instalar fontes de energia na propriedade rural, seja ela solar, elétrica ou gerada por biogás
•projetar e avaliar sistemas de irrigação e drenagem, construção de açudes e barragens
•cuidar da safra
•determinar a embalagem mais adequada ao produto, seu armazenamento, transporte e processo de beneficiamento
•projetar e construir equipamentos de indústria mecânica
•planejar e projetar construções específicas para fins agrícolas, tais como: unidades de estocagem de matérias-primas, centro de processamento de produtos agrícolas, unidades com ambiente controlado visando à produção animal e vegetal
•cuidar da ambiência nas instalações agropecuárias
•projetar fontes de energia convencionais e alternativas na propriedade rural (energia elétrica, solar, e biomassa)
•projetar e avaliar sistemas de irrigação e drenagem, construção de açudes e barragens
•dimensionar, selecionar e operacionalizar equipamentos para transformação e processamento de produtos agrícolas em indústrias de alimentos
•realizar projetos agro-industriais de unidades de processamento de grãos e sementes
•desenvolver projeto e ensaio de máquinas e implementos agrícolas
•selecionar e promover a utilização racional de máquinas e implementos agrícolas utilizados no preparo do solo, plantio, cultivo, colheita, transporte e manuseio de produtos agrícolas

Áreas de atuação e especialidades
•Indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas
•Propriedades agrícolas
•Empresas de processamento de produtos agrícolas
•Empresas agropecuárias, de pesquisa ou extensão
•Organizações públicas
•Instituições de ensino, pesquisa ou extensão
•Instituições de controle ambiental
•Consultorias, laudos e avaliações de projetos
•Prefeituras

Especializações: engenharia de águas e solos, propriedades rurais, máquinas e mecanização agrícola, processamento e armazenamento de produtos agrícolas, processos construtivos e ambiência rural, planejamento para energização alternativa e eletrificação rural.

Mercado de trabalho
O Brasil é um dos países que apresenta maior oportunidade e possibilidade de crescimento no seguimento agrícola, em função da demanda mundial por alimentos e pela disponibilidade de área e capacitação técnica que o país hoje atingiu. Os setores de pré-processamento e armazenamento de produtos agrícolas possuem boas oportunidades. Porém, a procura maior é em relação ao planejamento ambiental. Procuram-se cada vez mais especialistas capazes de utilizar as áreas agrícolas com racionalidade, de forma a não interferir no meio ambiente. Aumenta também a procura por profissionais autônomos que atuem como consultores, orientando o produtor na compra e na manutenção de equipamentos.

Onde achar mais informações?
•Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
•Associação Brasileira de Engenharia Agrícola

 
GESTÃO AMBIENTAL

O que é ser um gestor ambiental?
O gestor ambiental é o profissional que trabalha com a elaboração de projetos de gestão ambiental que visem a preservação do meio ambiente aliada ao progresso, ou seja, é considerado um administrador do meio ambiente. O profissional promove o desenvolvimento sustentável, projetando a exploração natural por meio de técnicas não-poluentes, analisa as condições da região e coordena sua ocupação, tentando ao máximo diminuir os efeitos da poluição e da presença humana. O gestor ambiental também pode participar de projetos de tratamento de dejetos industriais, de armazenamento e de reciclagem do lixo, além de planejar a drenagem da água da chuva. Em lugares já degradados, esse profissional tem o objetivo de tentar recuperar o meio ambiente, e trabalhar junto a educação e conscientização da população.

Qual a formação necessária para ser um gestor ambiental?
Para ser um gestor ambiental é necessário diploma de graduação em gestão ambiental. O curso, que tem duração de quatro a cinco anos, forma um administrador do meio ambiente completo. Algumas matérias que fazem parte da grade curricular do curso são: ciências da natureza, tratamento e análises de dados, fundamentos da ciência ambiental, sistema planetário, sociedade, meio ambiente e tecnologias, introdução à química, ambiente aquático, ambiente terrestre, biomas brasileiros, ecologia humana, hidrogeologia, entre outras.

Principais atividades de um gestor ambiental
•elaborar, implementar e manter projetos de gestão ambiental
•aprimorar os sistemas de gestão e administração ambiental já existentes
•analisar a região e planejar sua ocupação de modo a preservar o meio ambiente
•elaborar produtos ou serviços ambientalmente compatíveis a realidade da região
•elaborar o aproveitamento das matérias-primas
•promover o desenvolvimento sustentável de uma região, planejando a exploração natural de modo a não comprometer o meio ambiente
•elaborar projetos de tratamento e eliminação de dejetos industriais
•elaborar a eliminação de dejetos sólidos
•trabalhar com o armazenamento do lixo e com técnicas de tratamento
•trabalhar com a reciclagem e processos de reaproveitamento de materiais
•realizar a medição e a avaliação dos resultados dos projetos implementados
•elaborar projetos de recuperação e manutenção de áreas degradadas
•elaborar projetos de drenagem da água da chuva
•trabalhar com a educação ambiental e com a conscientização da população nesse sentido
•incentivar o investimento no setor ambiental
•desenvolver projetos que promovam a sustentabilidade

Áreas de atuação e especialidades
•educação: trabalhando com a educação e conscientização da população em escolas e comunidades, mostrando para a sociedade que o desenvolvimento pode ser aliado à preservação da natureza. A sustentabilidade de economia é imprescindível para que os processos de extração naturais continuem
•extração natural: trabalha junto a processos de retirada de recursos naturais, implantando projetos e técnicas que visem a preservação ambiental e utilizem a matéria-prima da maneira mais consciente possível. Nesse setor, pode trabalhar com empresas públicas ou privadas, promovendo sempre a sustentabilidade das atividades exercidas
•projetos de gestão e ocupação: trabalha com a análise de uma região e com a elaboração de projetos de ocupação na tentativa de reduzir os danos ambientais
•fiscalização: trabalha na fiscalização do cumprimento das normas ambientais, e na manutenção de projetos de administração ambiental existentes
•reversão de danos: trabalha em projetos de reversão dos danos causados e de revitalização do meio ambiente, como despoluição de rios e solos, etc
•obras: trabalha no acompanhamento de grandes obras o no planejamento de projetos de diminuição dos danos causados por elas, estabelecendo o local mais adequado e as técnicas que devem ser utilizadas. Esses projetos podem ser de ordem pública ou privada, como por exemplo: projetos de construção de hidrelétricas, de transposição de rios, de construção de industrias, de sistemas de drenagem e irrigação, entre outros.

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para o profissional dessa área é amplo, principalmente agora, com a preocupação ambiental em primeiro plano, pois a humanidade está tomando a consciência de que a sobrevivência depende de cuidados tomados em relação a isso. Apesar de tudo, o setor ainda deveria ser mais incentivado, pois ainda há muito que fazer nesse sentido. Empresas públicas e privadas investem em projetos de gestão ambiental e de preservação natural, embora ainda não seja o bastante. Os profissionais dessa área são muito requisitados, tanto no setor privado quanto no setor público. ONGS (Organizações não-governamentais) ligadas ao meio ambiente também empregam profissionais da área.


ECOLOGIA


O que é ser um ecólogo?
O ecologista estuda e pesquisa os ecossistemas florestais, aquáticos e urbanos, procurando diminuir os efeitos da ação do homem sobre eles. Este profissional realiza pesquisas de campo e trabalha com os mais modernos recursos tecnológicos, como satélites, radares e computadores, e não dispensa as saídas a campo. Assim, o profissional divide seu tempo entre longas estadas em áreas selvagens e a rotina da análise de dados coletados, feita em laboratórios e escritórios.

Qual a formação necessária para ser um ecólogo?
Para se tornar um ecólogo é necessário concluir o curso de graduação em ecologia que tem 4 anos de duração. Os três primeiros anos incluem matérias básicas, como biologia, química, geologia, matemática e estatística. Nas aulas em laboratório, aprenderá a fazer análises químicas e biológicas e a manipular medidores de dados ambientais. No quarto ano, estudará ecossistemas aquáticos e terrestres, comunidades e poluição. É possível também concluir o bacharelado em ciências biológicas e, depois, fazer especialização em ecologia. O estágio é obrigatório.

Principais atividades
Ecólogos são profissionais que contribuem significativamente para a compreensão e preservação da biodiversidade. Eles possuem conhecimento para assessorar e solucionar problemas em áreas específicas do meio ambiente.
•Conduzem pesquisas dentro e fora dos laboratórios - tanto por análises teóricas como por experimentos práticos. Estas questões podem ser solucionadas através do uso de métodos científicos tanto em campo quanto em casa.
•Aplicam o conhecimento obtido para solucionar problemas ambientais, pela pesquisa, interagindo com comunidades prejudicadas, redigindo análises de impactos ambientais e formulado políticas sustentáveis.
•Auxiliam a gerenciar os recursos naturais através do monitoramento, gerenciamento e recuperação de populações e ecossistemas.
•Comunicam-se com colaboradores, estudantes e o público, através de artigos e papers.

Áreas de atuação e especialidades
O ecólogo é um profissional capaz de atuar em diferentes áreas:
•Avaliação de risco e impactos ambientais: elabora relatórios de impacto ambiental. Fiscaliza obras que possam interferir no meio ambiente ou causar danos à natureza.
•Ensino e pesquisa: trabalha em universidades desenvolvendo pesquisas e lecionando.
•Consultoria: trabalha com relatórios de impacto ambiental, controle de emissão de poluentes industriais. Assessora governos e empresas na preservação do meio ambiente. Projeta estações ecológicas, parques florestais e zoológicos.
•Educação ambiental: dá palestras, monta programas educativos em reservas ecológicas e parques.
•Ecossistema: recupera áreas devastadas. Decide a melhor estratégia de ocupação e exploração de uma região sem agredir a natureza.
•Turismo: planeja viagens ecológicas e orienta turistas em passeios em reservas ecológicas e parques.

Mercado de trabalho
O campo de atuação do ecólogo se amplia a medida que cresce a consciência da preservação do meio ambiente com o desenvolvimento. Os postos de trabalho na área de meio ambiente tendem a crescer enormemente nos próximos anos. Apesar de surgirem muitas vagas no anunciado concurso do IBAMA, a grande demanda virá principalmente de empresas privadas na área de consultoria, ONG's, instituições de ensino e no turismo.

Regulamentação
A profissão de Ecólogo infelizmente ainda não é reconhecida pela legislação brasileira. Essa é uma das principais lutas da Associação Brasileira dos Ecólogos (ABE): apoiar a criação de uma lei que regulamente essa profissão para que os profissionais possam trabalhar de forma legítima. Para isso, em 2001 a ABE revisou um projeto de lei escrito pelas diretorias anteriores, e que foi enviado ao Congresso Nacional para votação. O Projeto de Lei 591/2003, no entanto, só foi levado a Câmara Federal em 2003.

Onde achar mais informações?
•Associação Brasileira dos Ecólogos


BIOLOGIA


O que é ser biólogo?
Biólogos estudam todos os organismos vivos. Investigam aspectos como origem dos seres, estruturas, funções, distribuição das espécies sobre a superfície terrestre, processos de reprodução e relação com o meio ambiente. Analisam seres nos seus vários níveis de organização: desde genes, células e órgãos, até as populações de plantas e animais e a estrutura dos ecossistemas. Os biólogos são profissionais que, através do estudo do meio ambiente, promovem o desenvolvimento sustentável, ou seja, a manutenção dos recursos naturais, mas que permite o crescimento da economia.

Qual a formação necessária para ser biólogo?
O aluno de ciências biológicas pode optar por três tipos de formação universitária:
•bacharelado - habilita a trabalhar em indústrias e pesquisar;
•licenciatura - habilita a dar aulas de ciências em escolas do ensino
fundamental e de biologia no ensino médio;
•modalidade médica - habilita a trabalhar em laboratórios de análises clínicas e biológicas para diagnóstico de diversas patologias, ou na pesquisa médica em institutos de pesquisa e na indústria farmacêutica.

Profissionais com cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) têm chances de conseguir melhores colocações no mercado de trabalho. As universidades e institutos de pesquisa, por exemplo, exigem grau de mestre ou doutor para contratação de professores e pesquisadores. Profissionais que atuam na elaboração de estudos de impacto ambiental (EIA) e relatórios de impacto ambiental (RIMA) costumam possuir registro no IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Principais atividades de um biólogo
Além das atividades de pesquisa - básica ou aplicada - e de ensino em instituições de ensino superior, médio e fundamental, cursos pré-vestibulares, institutos de pesquisa governamentais ou em departamentos de pesquisa e desenvolvimento de indústrias, os biólogos desenvolvem as seguintes atividades:

•educação ambiental: orientar o público sobre formas de preservação do meio ambiente em zoológicos, parques, jardins e escolas;
•indústria: realizar pesquisas para o desenvolvimento de novos produtos ou no controle de qualidade da produção nas indústrias alimentícia, farmacêutica, de extração vegetal e química;
•controle ambiental: trabalhar em projetos de controle de poluição, reflorestamento ou recuperação de florestas; prestar consultoria sobre impacto ambiental para empresas ou órgãos governamentais;
•biomédico: fazer diagnósticos de patologias em laboratórios privados de análise clínicas ou em hospitais da rede pública e particular; trabalhar na pesquisa médica para produção de remédios e vacinas em instituições governamentais ou na indústria farmacêutica.

Áreas de atuação e especialidades
As ciências biológicas dividem-se em várias especialidades:
•Agricultura: supervisionar criações de animais e organismos aquáticos;
•Bacteriologia: pesquisar as bactérias e como elas atuam;
•Biofísica: estuda as propriedades físicas dos humanos;
•Biologia celular: investigar a estrutura e o funcionamento das células;
•Biologia marinha: estudar os organismos marinhos, suas relações e seu possível aproveitamento econômico;
•Biologia molecular: pesquisar estruturas moleculares para desenvolver substâncias de uso médico e ecológico para a produção industrial ou farmacêutico;
•Bioquímico: estuda as reações químicas nos organismos vivos;
•Botânica: pesquisa as características e comportamento das plantas;
•Ecologia: cuidar das reservas naturais. Estudar os impactos ambientais, combater a extinção de animais e plantas, preservando as espécies;
•Evolução: investigar o desenvolvimento das espécies no decorrer dos tempos;
•Fisiologia, histologia e morfologia: estudar a composição, a forma, a estrutura e o funcionamento dos seres vivos;
•Genética: estuda as leis de hereditariedade e as anomalias genéticas;
•Microbiologia e imunológica: investigar como microorganismos atuam sobre os seres vivos e os processos internos de defesa do organismo;
•Paleontologia: localizar, identificar e analisar fósseis animais ou vegetais;
•Parasitologia: estuda parasitas causadores de doenças nos animais e plantas;
•Zoologia: estudar a forma de organização e o comportamento de animais;
•Biotecnologia: pesquisa a manipulação genética e processos biológicos.

A biotecnologia é um dos campos mais avançados da área de ciências biológicas e pode dar origem a novas espécies de vegetais mais resistentes a pragas ou ajudar na cura de doenças como o câncer.

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para biólogos é bastante amplo. Há perspectiva de crescimento com o surgimento de pesquisas em áreas relativamente novas como a biotecnologia e a genética. Os concursos públicos não são muito comuns. As melhores oportunidades de emprego estão no setor privado, na indústria farmacêutica, em hospitais e na área de meio ambiente. Com a crescente preocupação dos governos e da população com a ecologia, muitos profissionais de ciências biológicas estão sendo chamados para trabalhar em projetos de recuperação de áreas devastadas ou na elaboração de relatórios de impacto ambiental (RIMA) e estudos de impacto ambiental (EIA), obrigatórios antes da realização de obras de grande porte como construção de estradas e hidrelétricas.
A pesquisa médica também ganhou grande impulso nas últimas décadas, principalmente na área de imunologia e genética. A biotecnologia é a atual vedete da profissão, e vem recebendo investimento tanto de empresas do setor privado como do setor público.

Onde achar mais informações?
•Conselho Federal de Biologia
•Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico - CNPq
•Instituto de Botânica de São Paulo / Secretaria do Meio Ambiente

 
AGRONOMIA OU ENGENHARIA AGRÔNOMA


O que é ser agrônomo?
Engenheiros agrônomos ou agrônomos como são conhecidos, são profissionais responsáveis por conceber e orientar a execução de trabalhos relacionados à produção agropecuária. Pesquisam e aplicam conhecimentos científicos e técnicos à agricultura, para garantir uma produção vegetal e animal racional, e lucrativa. Acompanham todo o processo de produção de alimentos de origem vegetal e animal, visando a menor custo de produção, melhor qualidade e incremento da produtividade, além da manutenção e conservação do meio ambiente.

Qual a formação necessária para ser um agrônomo?
Para exercer a profissão de agrônomo ou engenheiro agrônomo é necessário o diploma de graduação em agronomia, e obter registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). O domínio do inglês e de computação são exigências comuns. Além da formação técnica de qualidade, as empresas cada vez mais demandam conhecimentos na área gerencial e valorizam conhecimentos gerais. Engenheiros devem estar sempre bem informados sobre novas tecnologias em sua área de especialização, que avançam muito rapidamente, através de constante leitura de revistas e livros especializados.

Principais atividades de um agrônomo
O agrônomo faz parte de todas as etapas da produção e comercialização dos produtos, acompanhando desde o plantio até o armazenamento e distribuição da mercadoria ou, no caso de animais, do controle de doenças, reprodução e abate.
O agrônomo planeja, auxilia e executa os serviços ligados a escolha da cultura, preparação do solo, do plantio, da adubação e da colheita.
Já na agropecuária, cuida da criação, alimento, saúde, reprodução e abate de rebanhos, bem como no combate a pragas e doenças que atacam plantações e animais.
Acompanha ainda, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a venda dos produtos.

Além disso, esse profissional também deve:
•planejar e executar obras e serviços técnicos de engenharia rural, incluindo construções para fins rurais, visando a aumentar a funcionalidade das instalações e irrigação e drenagem para fins agrícolas;
•pesquisar e implantar novas tecnologias no setor agroindustrial, incluindo beneficiamento e conservação de produtos e seu aproveitamento industrial, aproveitamento de recursos naturais e do meio ambiente, defesa e vigilância sanitária, projetos de mecânica, adubação, irrigação, colheita;
•fiscalizar a indústria e o comércio de adubos e agrotóxicos, desenvolvendo assim projetos de sustentabilidade.
•cuidar da padronização e do controle de qualidade dos produtos finais.

Áreas de atuação e especialidades
•Defesa sanitária: Prevenção de doenças da lavoura e combate às pragas;
•Engenharia rural: Supervisão da construção de instalações rurais, como nivelamento do solo, sistemas de irrigação e drenagem;
•Fitotecnia: controla o uso de sementes, adubos e agrotóxicos. Prevenção de doenças e pragas;
•Agribusiness: pesquisar e orientar o uso de fertilizantes, agrotóxicos e rações. Acompanhar a safra desde o plantio até a venda;
•Agroecologia: pesquisar meios de conservar e aumentar a fertilidade dos solos, zelar pela utilização racional da terra, água, flora e fauna;
•Zootecnia: cuida da saúde, alimentação, reprodução e adaptação ao meio do rebanho.

Especializações: Agrotecnia, silvicultura, agrometeorologia, economia agrícola, solos, engenharia rural, entomologia, fitotecnia, parques e jardins, zootecnia, melhoramento animal e vegetal, recursos naturais e ecologia, reflorestamento, tecnologia de transformação, topografia.

Mercado de trabalho
É inevitável a necessidade de modernização dos diferentes setores da produção rural brasileira. Num País como o Brasil, de enormes regiões cultiváveis, há muito para ser pesquisado e desenvolvido no setor, o que valoriza o trabalho do Engenheiro Agrônomo.
Por outro lado, o mercado de trabalho esse profissional não tem recebido muitos investimentos por enquanto. O governo federal vem fazendo cortes significativos nos investimentos e os quadros de funcionários praticamente não vêm sendo renovados. Os efeitos no mercado de trabalho são fortes, pois o setor público - órgãos públicos ligados à agropecuária, secretarias de agricultura e administrações regionais responsáveis por parques, hortos, praças e jardins - tradicionalmente absorve boa parte dos profissionais em atividade no país. Por isso há grande evasão de estudantes das carreiras relacionadas às ciências agrícolas. No entanto, os problemas de degradação do meio ambiente e exaustão dos recursos naturais vão exigir cada vez mais a participação dos profissionais de agronomia, que encontram aí uma perspectiva de atuação junto às instituições públicas e à iniciativa privada. As melhores oportunidades estão no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina, caracterizados por grande potencial agrícola nas mãos de pequenos e médios produtores, e no Mato Grosso do Sul, que concentra a maior parte dos grandes empresários rurais e agrícolas. Indústrias processadoras de alimentos e produtoras de adubos, rações, fertilizantes, inseticidas, produtos agrícolas, matadouros, frigoríficos, bancos de crédito agrícola, cooperativas, grandes fazendas e colônias agrícolas, instituições de pesquisa e de ensino também oferecem vagas.

Onde achar mais informações?
•Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
•Federação das Associações de Engenheiros Agrônomos - DF
•Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro – RJ


 ENGENHARIA AMBIENTAL
O que é ser ambientalista?
Engenheiros ambientais são profissionais responsáveis por avaliar a dimensão das alterações benéficas ou prejudiciais ao meio ambiente causadas pelas atividades do homem. Adotam procedimentos capazes de minimizar os impactos indesejáveis em escala local, regional ou global. Participam de estudos que visam a fazer o levantamento das características do meio ambiente para analisar suas reações às possíveis mudanças.
Preparam relatórios sobre os impactos de certas atividades sobre o meio e ainda propõem, implementam e acompanham medidas ou ações de preservação do meio ambiente nas áreas urbana e rural. Por meio de projetos que aliam desenvolvimento econômico e preservação da natureza, os engenheiros ambientais promovem a chamada sustentabilidade, ou seja, a manutenção dos recursos naturais, mas que permite o crescimento da economia.

Qual a formação necessária para ser um ambientalista?
Para exercer a profissão de engenheiro ambiental é necessário o diploma de graduação do curso de engenharia ambiental. O total domínio do inglês e de computação são exigências muito comuns. Além da formação técnica de qualidade, as empresas cada vez mais demandam conhecimentos na área gerencial e valorizam conhecimentos gerais, flexibilidade, capacidade de trabalho em equipe e facilidade de relacionamento.
Engenheiros devem estar sempre bem informados sobre novas tecnologias, que avançam muito rapidamente, através de constante leitura de revistas e livros especializados.

Principais atividades de um ambientalista
Engenheiros ambientais exercem, basicamente, as seguintes funções:
• avaliar a dimensão do impacto ambiental causado por obras de construção civil de todos os tipos e portes;
• verificar a adaptação da obra ao meio ambiente ao longo da construção;
• elaborar relatórios sobre esse impacto, levando em conta dados processados por sensoriamento remoto, levantamentos fotográficos aéreos, mapeamento e cartografia digital;
• realizar pesquisas em laboratório e medições em campo sobre poluição do solo, da água e do ar;
• elaborar projetos de planejamento ambiental;
• tornar empresas compatíveis às normas nacionais e internacionais de padrão e qualidade industrial relativas ao meio ambiente. São os certificados - o ISO 9000 e ISO 14000 - concedidos pela International Organization for Standardization (ISO), sediada na Suíça;
• planejar e viabilizar a recuperação de áreas degradadas;
• na indústria, indicar o destino final dos resíduos (sobras e despejos industriais);
• elaborar projetos de saneamento básico (esgoto).

Áreas de atuação e especialidades
Análise: avalia os efeitos ambientais de um produto, processo ou atividade.
Controle de poluição: realiza o monitoramento da qualidade da água, do ar e do solo, procura controlar o impacto que atividades e obras terão sobre o meio ambiente.
Planejamento e gestão ambiental: elabora planos de uso do solo e relatórios de impactos ambientais. Oferece assessoria a empresas, órgãos públicos para a preservação do meio ambiente.
Recuperação de áreas: cria projetos para restaurar áreas degradadas por atividades industriais, agrícolas e extração mineral. O ambientalista atua, em suas diversas áreas, com projetos de desenvolvimento sustentável.

Mercado de trabalho
As perspectivas de trabalho para os engenheiros ambientais são bastante promissoras. Nos próximos cinco anos deverão formar-se centenas de especialistas na área e a expectativa é de que esses profissionais sejam rapidamente absorvidos pelo mercado.
A crescente conscientização da população em relação à necessidade de preservação do meio ambiente e a demanda internacional para que empresas se enquadrem às normas internacionais de qualidade (certificados ISO 9000 e ISO 14000) abrirão muitas oportunidades para a categoria. Hoje, já há grandes fundos de investimento que só aplicam seus recursos em empresas que cumpram essas normas e se preocupem com a preservação ambiental. Algumas grandes indústrias do setor privado mantêm contatos com as escolas que oferecem o curso, visando a aproveitar os estudantes logo que se formarem e oferecendo vagas para estágio. O setor público também deverá oferecer cada vez mais vagas nas secretarias de meio ambiente e órgãos ligados à terra e ao planejamento urbano nos níveis federal, estadual e municipal.

Onde achar mais informações?
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - MG
Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo - SP
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - DF
Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEEMA)
Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (CONFEA)